domingo, 6 de abril de 2008

Experiência com Deus

Como minha primeira postagem poderia falar sobre várias coisas. Queria falar do amor que sinto pelo meu filho, queria falar do amor que sinto por meu Deus, queria falar sobre mim. Sei que tinha que ser algo especial. Então resolvi contar o milagre que aconteceu em minha vida. A bênção que recebi no dia do parto do meu primeiro e, até então, único filho Daniel.



Minha gravidez transcorria normalmente, ganhava 1kg a cada mês, o único inconveniente era de minha pressão ter aumentado, mas estava controlada por medicação. Fazia o pré-natal sempre visitando o obstetra, Dr. Rosenvaldo, e o cardiologista, Dr. Orlando.


Dia 21 de setembro de 2006:

Entrava para o sétimo mês de gestação, dia da consulta com os médicos Dr. Rosenvaldo e Dr. Orlando, nessa ordem.

Na última semana, antes da consulta, ganhei 5kg.

Chegando ao consultório, dr. Rosenvaldo só mediu minha pressão, fez umas perguntas de praxe e disse para eu não me atrasar a consulta do Dr. Orlando.

Na consulta com o cardiologista a pergunta: "Você está em qual mês de gestação?". Eu tinha acabado de entrar no sétimo mês. "Espere lá fora por favor!".
Por que eu tinha que esperar? O que estava acontecendo? Nossa o tempo que fiquei aguardando parecia interminável. Finalmente, depois de infindáveis 05 minutos volto a sala do cardiologista. Ele me diz que o Dr. Rosenvaldo estava aguardando a comunicação dele. Esfriei. Sabia o que me esperava. "Vamos te internar. Se até segunda-feira sua pressão não baixar, vamos ter que intervir."

VAMOS TER QUE INTERVIR... isso repetia em minha mente. Meu novo plano de saúde ainda não cobriria o parto. O que ia fazer? Pagar particular seria uma fortuna, ainda mais que meu parto seria de risco. Faltavam 15 dias para eu perder o direito ao meu plano de saúde antigo, mas se tudo desse certo em 3 dias estaria em casa. Me transferiram para o hospital Israel Pinheiro, hospital do IPSEMG.

Me aplicam pela primeira vez corticóide, para preparar o pulmão do Daniel para respirar, seriam necessárias três aplicações para funcionar.

Dia 22 de setembro de 2006:

Primeira consulta com a equipe do hospital.

Me deixam sob vigilância constante. Sem alimento, nem água. Depois liberam o almoço e o café da tarde. Me dizem que segunda-feira, após eu tomar as 3 aplicações de corticóide, uma vez que o pulmão do bebê estaria pronto, o parto seria realizado!

Eu não escaparia de ter um parto prematuro.
Após o café da tarde retiram completamente os alimentos e a água, mais uma vez.

Começo a me preparar psicologicamente para o parto na segunda-feira. Os médicos reservam vaga para mim e para o meu filho no CTI.

Oro a Deus para que ele nos proteja.

A noite mais uma vez aplicam o corticóide. Minha pressão não quer baixar.

Dia 23 de setembro de 2006:

Sábado, 7hs da manhã. Há mudança de equipe no Hospital do IPSEMG. A nova equipe, chefiada pela Dra. Mônica, vai até o meu quarto. Medem minha pressão. O mesmo diagnóstico. A pressão ainda está alta.

Me enviam para a sala do pré-parto. Chamam meus familiares e dizem: "NÃO VAMOS BRINCAR COM O ÓBVIO! A pressão dela não quer ceder, o bebê está entrando em sofrimento. Se esperarmos segunda-feira para realizar o parto podemos perder mãe e filho. A cirurgia será daqui a pouco.

Fico sozinha na sala do pré-parto. Volto a orar a Deus e peço proteção e que seja feita a vontade Dele. Louvo a Deus, pois lembro do CD que minha mãe tanto estava ouvindo em casa. A música Invocação do Santa Geração não sai da minha mente.

Chega a hora. Meu ex-marido pede para acompanhar o parto, filmar. A dra. Mônica proíbe qualquer um de entrar. "O parto é de alto risco, não posso deixar ninguém acompanhar".

Iniciam os procedimento para a minha cirurgia. Minha mãe chama os médicos que vão me operar Dra. Mônica e Dr. Norton e abençoa as mãos deles em o Nome de Jesus.

Enquanto estou sendo operada minha mãe fica em oração no quarto que estava ocupando no hospital. Pede para ninguém ir conversar com ela. Ela ora até receber um sinal de Deus de que está na hora de parar.

11horas e 05 minutos retiram Daniel da minha barriga. Sinto uma grande alegria. Começo a querer chorar. Sinto uma presença maravilhosa do Senhor Jesus Cristo ao meu lado. Não vejo nada, mas sinto claramente, uma mão apertando a minha, me dando força e logo depois soltando aos poucos como se estivesse dizendo: "Filha, fique calma. Estava até agora aqui do seu lado, mas agora está tudo bem."

Vejo o rosto do meu filho pela primeira vez. Lindo! Perfeito! Medindo 44cm e pesando 2,072kg. Infelizmente teve que sair logo de perto de mim e foi levado para o CTI. Não deu tempo do corticóide fazer efeito. Então o pulmão dele não estava pronto para respirar.

Terminam meu parto e me colocam numa sala até o efeito da anestesia passar.

A equipe médica se retira da sala de parto. Minha mãe está saindo do meu quarto. Ela se encontra com o Dr. Norton no meio do corredor:

Mãe: - Dr. Norton, onde está a minha filha?

Dr. Norton: - Sua filha?

Mãe: - Sim, minha filha. Raquel. Que vocês estavam operando agora.

Dr. Norton: - Você é mãe dela? Que estranho pensei que aquela senhora que estava de branco ao lado dela durante a cirurgia que fosse a mãe dela.

Mãe: - Mas a Dra. Mônica não permitiu que ninguém da família entrasse na sala de cirurgia.

Com o rosto transfigurando de surpresa ele responde:

- Bom, deve ser alguma enfermeira nova que ainda não conhecia. Mas sua filha está bem. Está em observação e daqui a pouco virá para o quarto.


Quando chego no quarto minha mãe me conta sobre a conversa dela com o Dr. Norton e, já chorando, eu conto sobre a presença que senti. Temos certeza que era a presença do Senhor, que aquela mulher pelo médico vista é um anjo do Senhor.


Os médicos disseram que meu filho ficaria no mínimo 15 dias no CTI e que só depois iria para o berçário. Que ele não sairia do hospital antes de 1 mês. Mas graças a Deus, com 4 dias ele saiu do CTI e foi para o berçário. 10 dias depois ele teve alta. Mais um milagre de Deus nas nossas vidas.
Hoje só posso agradecer a Deus por ter cuidado de mim e do meu filho nessa hora tão marcante. E por ter, como diz no hino do Santa Geração, manifestado a sua presença na hora em que mais precisava.
Obrigada Deus. Eu te adoro!

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